| Movimento Afirme-se entra com representação contra O Globo |
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A ação, que foi protocolada na última segunda-feira (08/03), aciona o jornal por ter vetado a publicação de um anúncio publicitário em favor das ações afirmativas, ao elevar o valor do anúncio em mais de 1000%. Segundo o representante do movimento, Fernando Conceição, a organização decidiu criar uma campanha que fortalecesse a luta pelas ações afirmativas antes da audiência pública no Supremo Tribunal Federal. Para realizar a campanha, o movimento recebeu doações pela internet e contratou uma agência de publicidade que procurou os principais veículos de comunicação do país. Os orçamentos recebidos incluíam nomes como Folha de São Paulo, o Estado de São Paulo e o próprio Globo e tinham valores semelhantes que ficavam em torno de R$50 mil reais. De acordo com Fernando, a surpresa se deu quando a agência enviou o material a ser publicado para os jornais. Todos os veículos publicaram o anúncio conforme o acordo fechado, com exceção do Globo que devolveu o pedido com um novo orçamento no valor de R$ 712.608,00. A quantia substanciosa era justificada pelo fato de que o anúncio seria a manifestação de uma opinião e que por isso o valor seria outro. A organização procurou a gerência do departamento comercial do jornal, mas não obteve resposta para sua solicitação decidindo entrar com a ação por acreditar que o veículo abusou do poder econômico e exerceu a censura. “Os grandes veículos de comunicação não dão espaço para as ações afirmativas, por isso nós decidimos fazer o anúncio e mesmo assim, o jornal vetou a informação”, declara Fernando. De acordo com a organização, a ação exige a punição do veículo através da publicação do anúncio a preço simbólico, caso seja comprovada a irregularidade. O representante afirma ainda acreditar que o ministério público se manifeste o mais breve possível sobre o tema. Ao ser procurado por nossa redação, o jornal O Globo, através de seu departamento jurídico, decidiu não se manifestar até receber uma intimação oficial por parte do Ministério Público do Rio de Janeiro.
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