| Ana Paula Brandão - Lutar, reconhecer, afirmar e dialogar* |
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Oficialmente terminamos em setembro de 2006. Foi nesse mês que finalizamos os acompanhamentos presencias, por amostragem, nas escolas dos 31 municípios formados pelo projeto A Cor da Cultura. Mas, de fato, ele nunca terminou. Parte por conta da, então, escassez de materiais organizados voltados para formação de educadores sobre a temática da inclusão da História da África e dos afro-brasileiros nos currículos escolares; parte por conta da repercussão do projeto nas redes. Viajamos por 7 estados, conversamos e debatemos com mais de 200 especialistas, consultores e representantes de movimentos sociais, formamos mais de 2000 educadores de escolas públicas e comunitárias. Em diálogo, construímos um material educativo formado por 56 programas de televisão, reunidos em DVD, 3 cadernos pedagógicos, um mini-glossário infantil ilustrado, um cd musical com ritmos e instrumentos afro-brasileiros e um jogo educativo. Esse material foi implementado em uma formação de 40 horas, com atividades presenciais e a distância, para educadores de ensino fundamental e infantil. Desde então, não passa um só mês sem um pedido de material e de formação para educadores! E olha que o MEC distribuiu as séries de programas nos 50.000 kits do TV Escola e reproduziu mais de 18000 kits completos para escolas em todos os estados. Além disso, os cadernos estão disponíveis no site do projeto e grande parte dos programas podem ser baixados e assistidos através do FuturaTec (www.futuratec.org.br). Por conta dessa repercussão, em dezembro de 2009, formalizou-se uma nova edição do projeto, patrocinado pela Petrobras, com parceria entre o Canal Futura, TV Globo, o Centro de Informação e Documentação do Artista negro – Cidan, Fundação Cultural Palmares, Empresa Brasileira de Comunicação – EBC e Ministério da Educação. Essa segunda fase, iniciada em janeiro de 2010, traz algumas novidades como a meta de atingir 3000 educadores diretamente, que seriam os multiplicadores do projeto para mais 15000; mas a grande novidade está nas estratégias utilizadas para se alcançar este número. Se na primeira fase o diálogo e parceria já eram as palavras-chave para sua realização, nesta ela se torna condição para a sua existência. Serão estabelecidas parcerias com até 12 organizações sociais (ONGs, universidades, institutos e/ou fundações) para que estes sejam os formadores, junto com o Canal Futura, das redes de educação que aderirem ao projeto. Estamos falando de cerca de 60 municípios dos Estados de Pernambuco, Mato Grosso, Ceará, Paraná, Minas Gerais e Amazonas, divididos por pólos. Significa dizer que as instituições selecionadas – que se candidataram respondendo ao edital público – formarão, em parceria com o Futura, os educadores, coordenadores e corpo técnico das secretarias, além de representantes de movimentos sociais e universidades convidadas, utilizando, para tanto, a metodologia do Projeto já disseminada e disponível no Caderno Saberes e Fazeres – Modos de Sentir – vol 2 (ver em: www.acordacultura.org.br). Assim, qualquer secretaria de educação poderá requerer, via recursos do PAR, a formação de sua rede utilizando o kit A Cor da Cultura, selecionando dentre as instituições credenciadas a que mais se adequar as suas necessidades. Vocês poderão ler um pouco mais sobre estes resultados no site do projeto: www.acordacultura.org.br
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